O município de Guaratinguetá, no estado de São Paulo, tem suas origens em 1630, quando iniciou-se a ocupação das terras da Capitania de Itanhaém, sob ordens da capitã D. Mariana de Souza Guerra, a Condessa do Vimieiro. A fundação do povoado foi liderada pelo bandeirante Jacques Félix, que ergueu uma capela em homenagem a Santo Antônio, em torno da qual a comunidade começou a se desenvolver.
Posteriormente, o pelourinho, símbolo de jurisdição e autonomia, foi levantado por ordem de Domingos Luiz Leme, consolidando a estrutura administrativa do povoado. Em 13 de fevereiro de 1651, a povoação foi oficialmente elevada à categoria de vila, nascendo assim a Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá.
O nome "Guaratinguetá" deriva do tupi e significa "muitos pássaros brancos", em alusão às garças brancas que habitavam a região em abundância. Essa referência à natureza é facilmente observada ainda hoje, reforçando a conexão do município com seu meio ambiente e suas raízes culturais.
Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, nascido em 1739 em Guaratinguetá, São Paulo, foi o primeiro santo brasileiro. Filho de Isabel Leite e Antônio Galvão, foi criado em um ambiente profundamente cristão, onde aprendeu os valores da fé, esperança e caridade. Ingressou na Ordem dos Frades Menores e dedicou quase 60 anos de sua vida ao serviço religioso no Convento de São Francisco, em São Paulo.
Devoto da Imaculada Conceição, Frei Galvão realizou sua consagração à Virgem Maria em 1766, um ato marcado por sua devoção profunda, selado com a assinatura de sua consagração em sangue. Entre suas principais realizações, destaca-se a construção do Recolhimento de Santa Teresa, hoje conhecido como o Mosteiro da Luz, o que lhe valeu o título de Patrono da Construção Civil no Brasil.
Frei Galvão faleceu em 23 de dezembro de 1822, no Mosteiro da Luz, onde seus restos mortais permanecem. Ele foi beatificado em 1998 e canonizado pelo Papa Bento XVI em 2007, tornando-se o primeiro santo nascido no Brasil. Reconhecido por sua paz, caridade e vida de virtude, é Padroeiro dos construtores civis, arquitetos, engenheiros e pedreiros, e é lembrado por seu legado espiritual e dedicação ao serviço de Deus.
A Festa de São Benedito, iniciada em 1757 em Guaratinguetá, São Paulo, é uma das mais importantes manifestações culturais e religiosas da cidade, sendo dedicada a São Benedito, santo de grande devoção popular. Fundada pela Irmandade de São Benedito, teve origem como uma celebração dos escravizados, ganhando ainda mais expressão após a abolição da escravidão, com a participação tanto da comunidade rural quanto urbana. A festa, de forte caráter tradicional e coletivo, começa no Domingo de Páscoa, quando ocorre o desfile da Cavalaria de São Gonçalo e São Benedito, que acompanha a procissão do Mastro, erguido em frente à Igreja de São Benedito.
A celebração é presidida por um Rei e uma Rainha negros, com uma corte formada por figuras simbólicas, incluindo Juízes de Vara e de Ramalhete, o Capitão do Mastro, o Tenente da Coroa e o Alferes da Bandeira. Durante os dois dias da festa, grupos de Congadas e Moçambiques, vindos de Guaratinguetá e de cidades vizinhas, participam das solenidades, trazendo música e dança que refletem a herança afro-brasileira.
A distribuição de doces típicos, como o doce de abóbora, batata e mamão, é um momento especial da festa, atraindo o público que se reúne em longas filas. Esta festividade, profundamente enraizada na história e cultura da cidade, celebra a fé e a identidade afro-brasileira, fortalecendo o senso de pertencimento e a continuidade das tradições populares no Vale do Paraíba.
Inês Teodora nasceu em 20 de julho de 1773, em Guaratinguetá, São Paulo. Casou-se aos 15 anos com o Capitão Vitoriano José da Costa, com quem teve 10 filhos. Após a morte de seu marido em 1811, Inês dedicou-se inteiramente à vida religiosa e às obras de caridade. Sua maior contribuição à comunidade foi a construção da Igreja de Santa Rita de Cássia, inaugurada em 1846, no bairro de Santa Rita, em Guaratinguetá.
Profundamente devota de Santa Rita, Inês mobilizou a comunidade para arrecadar esmolas e doou parte de suas terras para garantir a conclusão da obra. A igreja, construída em taipa de pilão, destaca-se por sua arquitetura imponente, com uma nave central e laterais, e uma fachada decorada com elementos barrocos, como frontões e capitéis coríntios.
Inês Teodora faleceu em 8 de março de 1848 e foi sepultada na sacristia da igreja que ajudou a erguer. Sua memória persiste não apenas por sua obra filantrópica e religiosa, mas também por meio de lendas locais que a conectam de forma mística à Igreja de Santa Rita. Conta-se que, em certas noites, moradores ouvem o som de sua carruagem percorrendo o caminho entre sua antiga chácara e a igreja. Assim, a figura de Inês Teodora permanece viva no imaginário popular de Guaratinguetá, perpetuando seu legado histórico e espiritual.
Francisco de Assis Oliveira Borges, o Visconde de Guaratinguetá, nasceu em 25 de março de 1806, na cidade de Guaratinguetá, São Paulo. Filho do alferes Inácio Joaquim Monteiro e de Ana Joaquina do Amor Divino, era irmão do vigário Antônio Martiniano de Oliveira e do arcipreste Joaquim Anselmo de Oliveira. Pai de Maria Augusta de Oliveira Borges, popularmente conhecida como "A Loira do Banheiro", ele se destacou como uma figura importante no ciclo do café no Vale do Paraíba.
Inicialmente conhecido como "Chico Pintor", devido aos trabalhos simples que executava na juventude, ele ascendeu socialmente até se tornar fazendeiro, comerciante e chefe do Partido Conservador. Em suas próprias palavras: "Nasci pobre, vivi sem necessidades e creio que assim finarei. Poupei para que os outros se regalem." Seu sucesso consolidou sua posição entre os principais aristocratas do café na região.
A biografia do Visconde é extensa e detalhada, registrada na obra O Visconde de Guaratinguetá: Um titular do café no Vale do Paraíba, de Carlos Eugênio Marcondes de Moura, que descreve sua vida, conquistas e papel na história da aristocracia do café. Francisco de Assis Oliveira Borges faleceu em 19 de abril de 1879, deixando um legado de destaque no cenário político e econômico do Brasil imperial.
Dr. Flamínio Lessa, nascido em 1820, é lembrado como uma figura proeminente e influente de Guaratinguetá, São Paulo, onde consolidou sua reputação como advogado, promotor público e juiz de direito. Um notável defensor dos ideais do partido liberal, destacou-se principalmente como abolicionista e humanitário, conhecido por seu apoio ativo e caridade em favor dos escravos. Sua vida, marcada pela dedicação à justiça e aos direitos dos menos favorecidos, fez dele um símbolo do liberalismo progressista de sua época.
Além de sua carreira jurídica, Lessa deixou um importante legado educacional. Em seu testamento, legou sua residência no Largo do Rosário (hoje Praça Conselheiro Rodrigues Alves) ao governo provincial, expressando o desejo de que o local fosse transformado em um estabelecimento de ensino público. Honrando sua vontade, foi fundado, em 2 de janeiro de 1895, o "Grupo Escolar Dr. Flamínio Lessa", que evoluiu posteriormente para a Escola Normal de Guaratinguetá, contribuindo para a formação de professores e o avanço educacional na região.
Ao falecer em 1877, Dr. Flamínio Lessa não apenas deixou um impacto duradouro na educação local, mas também perpetuou seus valores de justiça e igualdade, consolidando sua memória como benfeitor e defensor da educação pública em Guaratinguetá.
Nos dias 19 e 20 de agosto de 1822, o príncipe regente Dom Pedro passou pela Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá durante sua jornada pela Independência do Brasil. No dia 19, ele pernoitou na casa do influente Capitão-Mor Manoel José de Melo, um dos maiores proprietários de terras da região e figura de destaque na aristocracia local. O acolhimento de Dom Pedro na luxuosa residência de Melo, com uma recepção triunfal, reforçou a importância política e econômica da vila para o movimento independentista.
Guaratinguetá, localizada no Vale do Paraíba, era estratégica para o sucesso da emancipação do Brasil, sendo uma região de grande produção agrícola e influência política. Além de sua estadia, Dom Pedro recebeu homenagens de figuras importantes da vila e de outras localidades vizinhas, como Pindamonhangaba e Taubaté. No dia 20 de agosto, ele seguiu viagem rumo a Pindamonhangaba, mas antes, dois jovens guaratinguetaenses foram incorporados à sua guarda pessoal: José Monteiro dos Santos e Custódio Leme Barbosa, ambos filhos de membros da elite local.
A participação de Guaratinguetá e seus habitantes no percurso de Dom Pedro foi crucial para assegurar o apoio das elites regionais à causa da Independência. Esses eventos contribuíram para o fortalecimento da base política necessária ao desfecho que culminaria no "Grito do Ipiranga" em 7 de setembro de 1822.
Em 1826, nasceu Maria das Dores Cristina dos Santos, conhecida como “O Sol de Guaratinguetá”, na então Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá, hoje Aparecida, São Paulo. Filha do Capitão Francisco da Silva Barros e Anacleta Policena dos Santos, Maria das Dores teve uma vida marcada por tragédias pessoais, resiliência e romances controversos com homens influentes da época.
Casou-se jovem com Delfino Serafim dos Anjos Triunfo, com quem teve dois filhos, mas foi obrigada a sustentar a família após a doença do marido, trabalhando como costureira na Fazenda do Carmo, de Francisco de Assis e Oliveira Borges, Barão e futuro Visconde de Guaratinguetá. Deste relacionamento nasceu Anacleta Cristina dos Santos, primeira filha ilegítima do casal. Após a morte de Delfino, Maria das Dores teve mais duas filhas com o Barão, vivendo quatro anos de relacionamento enquanto aguardava o casamento, que não aconteceu.
O Barão casou-se com Amélia Augusta Cazal, distanciando-se de Maria das Dores e das filhas, o que a deixou desamparada e levou-a a uma frustrada tentativa de fuga com as crianças. Posteriormente, casou-se com o fazendeiro Domiciano José da Silva Borges, estabelecendo-se em Lorena. O Visconde de Guaratinguetá faleceu em 1879, deixando a ela e aos filhos um modesto legado, insuficiente diante de tudo o que significara em sua vida.
Francisco de Paula Rodrigues Alves, conhecido como Conselheiro Rodrigues Alves, nasceu em 7 de julho de 1848, na Fazenda do Pinheiro Velho, em Guaratinguetá, São Paulo. Filho de Domingos Rodrigues Alves e Isabel Perpétua de Martins, recebeu ainda na infância uma educação de excelência, mudando-se para o Rio de Janeiro para estudar no Colégio Pedro II, a escola secundária mais prestigiada do Brasil. Em 1866, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, onde se alinhou com os conservadores, mantendo essa posição ao longo de sua carreira política.
Rodrigues Alves teve uma trajetória marcante na política brasileira. Foi presidente do estado de São Paulo entre 1900 e 1902, e eleito presidente da República em 1902, cargo no qual destacou-se por suas reformas urbanas e sanitárias, especialmente no Rio de Janeiro. Foi reeleito presidente da República em 1918, mas, devido à gripe espanhola, não pôde tomar posse. Faleceu em 16 de janeiro de 1919, no Rio de Janeiro.
Reconhecido por sua contribuição ao desenvolvimento do Brasil, Rodrigues Alves recebeu o título de Conselheiro das mãos da Princesa Isabel, em reconhecimento a seus serviços ao país. Em sua homenagem, o Museu Histórico e Pedagógico Conselheiro Rodrigues Alves foi inaugurado em 1979, inicialmente no bairro do Pedregulho, mas transferido em 1982 para a casa onde viveu. O imóvel, tombado pelo CONDEPHAAT e pelo IPHAN, abriga um rico acervo sobre sua vida, incluindo móveis originais, documentos, títulos, livros de sua biblioteca particular e objetos que refletem a história local. O museu oferece aos visitantes uma imersão na vida e no legado de um dos maiores estadistas do Brasil, além de preservar a memória cultural de Guaratinguetá.
Pórcia Clementina de Castro Santos, conhecida como Dona Porcinha, nasceu em 17 de junho de 1856, em Guaratinguetá, São Paulo, filha do Dr. José Manuel de Castro Santos, um dos primeiros médicos da cidade. Destacou-se como uma das mais notáveis educadoras guaratinguetaenses do século XIX. Recebeu uma educação refinada, incluindo aprendizado em português e francês, piano, pintura, bordado e danças da época, alcançando um nível de cultura raro para as mulheres de sua geração. Essa formação lhe rendeu reconhecimento social, inclusive um convite imperial para um recital de piano, oferecido à Princesa Isabel, que elogiou a jovem artista.
Em 1874, casou-se com José Joaquim da Mota Braga, um comerciante português. Durante a lua de mel, ao visitar Portugal, Mota Braga faleceu, deixando Porcinha viúva ainda muito jovem. Ela retornou a Guaratinguetá e, em 1893, fundou um renomado educandário no Campo do Galvão, onde oferecia às jovens uma formação abrangente, que incluía francês, música, pintura, bordado e dança. Sob a direção de Dona Porcinha, as aulas de piano e os jogos de salão fizeram do educandário um centro cultural e educacional destacado.
Dona Porcinha faleceu em 25 de janeiro de 1938, deixando um legado inestimável como sucessora das primeiras educadoras de Guaratinguetá, dedicando sua vida ao ensino e à cultura local.
Em 1858, foi lançado em Guaratinguetá o jornal O Mosaico, marcando o início da imprensa na cidade e consolidando o pioneirismo regional no Vale do Paraíba. Este foi o primeiro periódico da região, impulsionando a disseminação de jornais para outras localidades próximas, como Taubaté (1861), Pindamonhangaba (1863), Bananal (1867), Areias (1869) e Caçapava (1870). A partir dessa expansão inicial no Vale do Paraíba, a imprensa paulista alcançou, em 1872, cidades como Amparo, Lorena, Mogi Mirim e Rio Claro.
Assim como na capital paulista, os jornais do interior enfrentavam desafios de continuidade, sendo comum que muitos periódicos tivessem curta duração, rapidamente substituídos por novos títulos. Apesar disso, O Mosaico destacou-se como símbolo do desenvolvimento cultural e intelectual de Guaratinguetá no século XIX.
O pioneirismo local nesse período foi acompanhado por importantes avanços educacionais e culturais, com a fundação de instituições como a Escola Complementar, o Ginásio Nogueira da Gama, a Escola de Comércio e a Escola de Pharmácia, além do fortalecimento de clubes, bandas e espaços de convivência como o teatro e o mercado.
Maria Augusta de Oliveira Borges nasceu em 1º de janeiro de 1865, em Guaratinguetá, São Paulo, filha do Visconde de Guaratinguetá, Francisco de Assis Oliveira Borges, e de Amélia Augusta Cazal. Criada em uma família de grande prestígio e riqueza, Maria Augusta era a vigésima filha de um total de 24 herdeiros. Seu pai, um fazendeiro influente e figura central na política conservadora do Vale do Paraíba, moldou o ambiente em que ela cresceu, cercada por privilégios e expectativas sociais.
Aos 14 anos, Maria Augusta foi casada com Francisco Antônio Dutra Rodrigues, um político proeminente da época. Esse casamento arranjado, comum entre famílias da elite, buscava fortalecer alianças políticas e econômicas, embora não tenha sido um casamento feliz. A separação do casal, ocorrida em 1884, refletia as dificuldades que Maria Augusta enfrentava em um sistema social que limitava o papel e a autonomia das mulheres.
Após a separação, Maria Augusta mudou-se para o Rio de Janeiro e, posteriormente, para Paris, onde viveu na efervescente sociedade francesa do final do século XIX. Em Paris, participou de eventos luxuosos e manteve um estilo de vida que envolvia as elites sociais da época, mas sua vida era marcada por mistérios. Sua morte prematura, em 22 de abril de 1891, aos 26 anos, levanta hipóteses não totalmente esclarecidas, variando entre pneumonia, tuberculose ou raiva.
Maria Augusta, mesmo após sua morte, tornou-se uma figura lendária em Guaratinguetá. A ela é atribuída a famosa lenda da "Loira do Banheiro", um mito que perdura no imaginário popular. A transformação de sua vida trágica em lenda urbana evidencia a fascinação e mistério que sempre envolveram sua história, imortalizando-a na cultura local.
A vida de Maria Augusta foi tema de uma biografia detalhada no livro A Dama e o Conselheiro, de Diego Amaro de Almeida. Na obra, o autor reconstrói a vida dessa jovem aristocrata e os contextos sociais que moldaram sua trajetória, revelando suas dificuldades pessoais e o impacto que sua figura teve na memória popular. A biografia oferece um olhar profundo sobre Maria Augusta, destacando-a não apenas como um personagem trágico, mas como uma mulher que, mesmo limitada pelos papéis de seu tempo, marcou a história e o imaginário de Guaratinguetá.
Dr. Benedito Meirelles Freire nasceu em 26 de outubro de 1879, em Guaratinguetá, São Paulo, filho do capitão Francisco Meirelles Freire e Maria Francina de Meirelles (conhecida como Nhanhã). Após concluir os estudos preparatórios no Colégio Nogueira da Gama, em Jacareí, graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, recebendo seu diploma em 1º de fevereiro de 1906. Após um breve período atuando em Matão, estabeleceu-se em Guaratinguetá, onde construiu uma carreira marcada pelo altruísmo.
Conhecido como “médico da pobreza”, Dr. Benedito atendia pacientes de todas as classes sociais, sendo especialmente lembrado por cobrir, em sua conta pessoal, o custo dos medicamentos para aqueles que não podiam pagar. Sua prática abrangia diversas especialidades, com destaque para a clínica geral e obstetrícia. Além do atendimento individual, ele foi essencial em instituições assistenciais locais, incluindo a Santa Casa de Misericórdia, o Asilo da Mendicidade Santa Isabel e o Instituto de Proteção à Primeira Infância.
Foi também figura importante na vida social e cultural de Guaratinguetá, tendo fundado e presidido a Banda Musical Beneficente da cidade e a Associação Esportiva de Guaratinguetá, que homenageou seu legado ao batizar seu estádio de “Estádio Dr. Benedito Meirelles”. Casado com Dona Ondina Magalhães Corrêa, deixou um grande número de descendentes e foi lembrado com saudade após seu falecimento em 19 de dezembro de 1937, antes de completar 58 anos.
Em 6 de janeiro de 1882, foi fundado o Clube Literário em Guaratinguetá, São Paulo, por iniciativa de Francisco Batista de França Rangel. O Clube rapidamente se consolidou como um dos mais importantes centros sociais e culturais da região, representando um marco para a elite local. Sua sede, um prédio especialmente construído para esse fim, tornou-se palco de grandes eventos, fortalecendo o papel do Clube na vida cultural e social da cidade.
Em 1895, uma disputa interna pela presidência marcou um ponto decisivo na história do Clube. A eleição do Coronel Antônio Meireles trouxe estabilidade financeira, com o resgate de dívidas pendentes e debêntures. A família Meireles, conhecida pelo preço à música e pelas conexões sociais, liderou o Clube em um período de esplendor, promovendo eventos marcantes e elevando seu prestígio.
Nos anos seguintes, o Clube viveu momentos de serenidade, mantendo atividades tradicionais e renovando sua diretoria anualmente. Sob a presidência de figuras como Coronel Benedito Rodrigues Alves e Licurgo Meireles Reis, o Clube Literário experimentou novos impulsos de dinamismo, reafirmando sua relevância cultural.
O Solar Rangel de Camargo, construído em 1866, é um dos mais importantes monumentos históricos de Guaratinguetá, servindo como cenário de eventos políticos e sociais que marcaram o Brasil entre 1870 e 1940. Encomendado por João Baptista Rangel, conhecido como Nhô João Jerônimo, um destacado tropeiro e cafeicultor paulista, o solar abrigou gerações de sua família e foi palco de decisões que influenciaram a política regional e nacional. Sua estrutura e estilo arquitetônico refletem a riqueza da época áurea do café no Vale do Paraíba, além de retratar a influência da família Rangel no comércio e produção agrícola, incluindo açúcar, aguardente e ouro.
Nhô João Jerônimo, além de proprietário de nove fazendas no Vale do Paraíba e na Mantiqueira, mantinha negócios variados, incluindo armazéns de produtos finos e açougues em Guaratinguetá. Embora lhe tenha sido oferecido o título de Barão por seu amigo Francisco de Assis Oliveira Borges, mais tarde Visconde de Guaratinguetá, João Baptista Rangel recusou a nobreza, alegando que tal honra traria despesas e responsabilidades indesejadas.
Com a decadência do café, o solar perdeu parte de sua relevância e sofreu danos durante o movimento constitucionalista de 1932, quando foi bombardeado, testemunhando as tensões políticas locais. O casarão foi tombado pelo CONDEPHAAT como “casa térrea” e preservado como símbolo cultural da cidade, representando a memória histórica de Guaratinguetá e o legado da elite cafeicultora do século XIX no Vale do Paraíba.
Joaquim Vilela de Oliveira Marcondes nasceu em 31 de janeiro de 1887, em Guaratinguetá, São Paulo, em uma família de linhagem destacada local. Filho de José Vilela de Oliveira Marcondes e Maria Amélia Ortiz Velozo (D. Mariquinha), tinha ascendência nobre, com vínculos ao Visconde Francisco de Assis e Oliveira Borges e parentesco com Maria Augusta, figura histórica da região. Faleceu em 10 de dezembro de 1954, aos 64 anos, devido a um edema pulmonar agudo.
Joaquim foi um homem de múltiplas ocupações antes de ingressar na política. Trabalhava como comerciante, sócio de empresas locais, além de se dedicar ao trabalho e à pecuária, sendo proprietário de fazendas importantes. Contudo, destacou-se principalmente como político, desempenhando papéis centrais no município de Guaratinguetá. Foi vereador, presidente da Câmara em 1930 e, após a dissolução do golpe legislativo pelo golpe de outubro, participou da Diretoria do Partido Republicano Paulista. Serviu como prefeito de 1938 a 1954, promovendo obras relevantes como o matadouro do Bairro do Pedregulho e a reforma do Mercado Municipal.
Na vida pessoal, casou-se duas vezes. Do primeiro casamento com Maria Geralda Rangel Marcondes, teve uma filha, Beralda, que faleceu na infância. Maria Geralda morreu aos 44 anos. Em segundas núpcias, casou-se com Maria José Rodrigues Marcondes, com quem teve dois filhos, Maria Regina e José Vilela. Joaquim Vilela deixou um legado político e social importante, sendo lembrado como uma figura central na história de Guaratinguetá.
Ernesto Quissak nasceu em Guaratinguetá, São Paulo, em 1º de abril de 1891. Autodidata por excelência, iniciou seus estudos no Grupo Escolar Dr. Flamínio Lessa, e, aos 12 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro. Lá, como aluno livre, estudou com importantes mestres como Batista da Costa e Rodolfo Amoedo, enquanto convivia com intelectuais da época, como Olavo Bilac e Luiz Gonzaga Pinto. Essas influências moldaram sua carreira artística e literária.
Reconhecido pela crítica como um dos maiores artistas do Vale do Paraíba, Quissak foi um expositor frequente em salões oficiais de arte no Brasil, com obras em galerias e museus nacionais e internacionais. Ele também foi laureado por diversos salões de arte, como o Riograndense de Belas Artes, e aprofundou seus estudos em escultura e fotografia artística, áreas nas quais também ganhou prestígio.
Além de seu trabalho artístico, Quissak dedicou-se ao magistério, ingressando na profissão em 1918. Mais tarde, lecionou desenho pedagógico e foi ativo em reformas educacionais. Com uma carreira marcada pelo idealismo e dedicação, ele desempenhou importantes funções como diretor e reformador de instituições educacionais até seu falecimento em 1960.
Dr. João Baptista Rangel de Camargo (1891-1981) foi um influente advogado e político de Guaratinguetá, São Paulo, membro do grupo político conhecido como "Camarguistas", que se opunha aos "Alvistas", a facção política dominante na cidade. Nasceu em 29 de agosto de 1891, filho de Eduardo Augusto Nogueira de Camargo e Maria Thereza de França Rangel, e teve uma trajetória marcada por sua atuação na oposição, conseguindo ser eleito para cargos políticos importantes, como vereador (por duas vezes) e deputado estadual (também duas vezes).
Além de sua carreira política, João Baptista era conhecido pelo envolvimento em disputas que moldaram o cenário político local. Casou-se em 22 de junho de 1932 com Angelita, neta da Baronesa de Guaratinguetá, o que lhe conferiu um laço direto com a aristocracia local. Em 1959, herdou a histórica casa da rua Frei Galvão, com seus móveis e objetos originais, um patrimônio que mantinha viva a memória das gerações anteriores de sua família.
Dr. João Baptista Rangel de Camargo faleceu em 30 de março de 1981, aos 89 anos, deixando um legado como figura importante na vida política e social de Guaratinguetá. Sua história reflete as divisões políticas e a continuidade das tradições familiares que caracterizam a trajetória da elite paulista do Vale do Paraíba.
Ernesto Quissak Lemos Barbosa nasceu em 1.º de abril de 1891, no bairro da Estalagem (atual São Benedito), em Guaratinguetá, São Paulo. Filho de José Agostinho Leme Barbosa e Gabriela Pereira Barbosa, pertencem à linhagem tradicional Leme Barbosa. Ernesto destacou-se como artista plástico, professor e importante figura na educação e cultura de sua cidade natal, que retratou em suas obras com sensibilidade.
Casado inicialmente com Elisa Morais Quissak, Ernesto passou um período difícil após perder a esposa e, em seguida, foi afastado do magistério durante a Revolução de 1930. Retomou sua carreira em 1930, ao casar-se novamente com Elvira Silva Quissak e, com o apoio de intelectuais como Lourenço Filho e Sud Mennucci, ocuparam cargos de destaque no ensino. Representou o Instituto de Guaratinguetá em congressos de educação e dirigiu o Colégio e Escola Normal Conselheiro Rodrigues Alves.
Durante cerca de 40 anos, lecionou desenhos, modelagens e trabalhos manuais na rede pública paulista, atuando em escolas como a Escola Normal de Casa Branca e, posteriormente, em Guaratinguetá, onde exerceu a função de diretor por mais de 30 anos. Na área artística, Quissak realizou sua primeira grande exposição em 1917 e tornou-se presença constante no Salão Nacional de Belas Artes, com obras que imortalizaram os cenários de Guaratinguetá.
Ernesto Quissak faleceu em 5 de novembro de 1960, em sua cidade natal. Teve vários filhos, mas apenas Quissak Júnior avançou na carreira artística profissionalmente. Reconhecido por sua dedicação à arte e à educação, além de seu caráter bem humorado e resiliente, Ernesto deixou um legado expressivo no desenvolvimento cultural e educativo.
A chegada das Irmãs Salesianas ao Brasil ocorreu em 16 de março de 1892, após anos de planejamento e desafios. A iniciativa de trazer as Filhas de Maria Auxiliadora ao país partiu do Padre Luis Lasagna, o primeiro Inspetor dos Salesianos no Brasil, que desejava expandir a missão educativa e pastoral salesiana também entre as jovens. Embora os primeiros salesianos tivessem desembarcado em Niterói, RJ, em 1883, a chegada das irmãs foi adiada por quase uma década devido a epidemias de febre amarela e ao clima anticlerical da época, que dificultava a recepção de novos institutos religiosos.
Inicialmente, as irmãs foram destinadas a grandes centros urbanos com predominância de ideais liberais. Porém, Lasagna optou por enviá-las ao interior de São Paulo, onde a tradição religiosa era mais consolidada e o respeito ao culto católico mais evidente. O grupo, composto por dez irmãs e duas noviças lideradas por Madre Teresa Rinaldi e Florinda Bittencourt, veio do Uruguai e foi acompanhado pelos padres Domingos Albanello, nomeado para o Colégio São Joaquim em Lorena, e Tomé Barale. As irmãs estabeleceram-se em Lorena, Guaratinguetá e Pindamonhangaba, onde assumiram obras educativas, dando início a um novo capítulo para a educação feminina na região.
A chegada das Irmãs Salesianas marcou o início de uma presença salesiana feminina no país, contribuindo para a educação e a formação moral e espiritual de inúmeras jovens, consolidando o legado de Dom Bosco e da espiritualidade salesiana em solo brasileiro.
O Colégio do Carmo foi fundado em 20 de abril de 1892 em Guaratinguetá, São Paulo, inspirado na educação salesiana de Dom Bosco e concretizado pelo empenho do Padre João Filippo. Desejando trazer para a cidade uma educação de princípios católicos e salesianos, Filippo promoveu a chegada das Irmãs Filhas de Maria Auxiliadora ao Brasil. O grupo inicial de religiosas, composto por dez irmãs e duas noviças, partiu de Montevidéu, Uruguai, liderado por Madre Teresa Rinaldi, e incluía as irmãs Florinda Bittencourt, Helena Hospital, Paula Zuccarino, Joana Narizano, entre outras. Ao chegar, sua missão era estabelecer obras educacionais nas cidades de Lorena, Guaratinguetá e Pindamonhangaba.
Em homenagem à tradição mariana e ao fundador da ordem, o colégio foi batizado como Nossa Senhora do Carmo. A cerimônia de inauguração contou com grande solenidade, marcando um momento significativo para a comunidade local, que agora dispunha de uma instituição de ensino voltada para a formação moral e acadêmica de jovens. Desde então, o Colégio do Carmo tornou-se uma referência educacional na região, promovendo os valores salesianos e contribuindo para o desenvolvimento intelectual e espiritual de inúmeras gerações. A instituição permanece ativa até hoje, mantendo o legado de seus fundadores e a missão salesiana no Brasil.
O Teatro Carlos Gomes foi inaugurado em 1º de março de 1894, em Guaratinguetá, São Paulo, por iniciativa de Francisco Batista de França Rangel e Ignácio José Monteiro dos Santos. O projeto arquitetônico foi desenhado pelo engenheiro francês Justin Norbert, que também participou de diversas obras importantes no Vale do Paraíba. O teatro tornou-se um marco cultural da cidade, em pleno auge do ciclo do café.
No final da década de 1920, o teatro foi desativado devido à crise econômica do café e à crescente popularidade do cinema. Em 1929, o edifício foi adaptado para abrigar a Escola de Farmácia e Odontologia, sob projeto do arquiteto Vicente Del Mônaco, mas a instituição foi extinta em 1933. A partir daí, o prédio passou a ser utilizado pela Prefeitura Municipal de Guaratinguetá.
Em 30 de outubro de 2023, o teatro desabou durante a madrugada, gerando comoção local. A administração pública prometeu reconstruir o edifício, com o objetivo de preservar suas características históricas. Mesmo com diversas adaptações, o prédio sempre manteve sua denominação como "antigo teatro", reforçando sua relevância histórica e cultural na cidade.
Bonfiglio de Oliveira nasceu em Guaratinguetá, São Paulo, em 27 de setembro de 1894, e faleceu no Rio de Janeiro, em 16 de maio de 1940. Trompetista, contrabaixista e compositor, Bonfiglio foi um dos mais importantes instrumentistas de sopro do Brasil, com uma carreira marcada por estreita colaboração com Pixinguinha, desde 1911 até o ano de sua morte.
Iniciou seus estudos musicais com o pai, que era contrabaixista na Banda Mafra de Guaratinguetá, e, após aprender a tocar trompete, passou a integrar essa mesma banda. Posteriormente, transferiu-se para Lorena para prosseguir seus estudos e, em 1910, mudou-se para o Rio de Janeiro, a convite do maestro Lafaiete Silva, para trabalhar como trompetista na orquestra do Cinema Ouvidor. Foi nesse ambiente que Bonfiglio travou contato com grandes músicos da época, como Alfredo Vianna, pai de Pixinguinha, do qual se tornou hóspede na famosa "Pensão Vianna".
Sua amizade com Pixinguinha levou a inúmeras colaborações musicais. Tocaram juntos pela primeira vez em 1911 na choperia La Concha, na Lapa, e integraram o famoso Grupo do Caxangá. No mesmo ano, participaram das primeiras gravações comerciais de Pixinguinha, ambos como integrantes do Choro Carioca, ao lado de músicos como Irineu de Almeida e Léo Vianna. Bonfiglio esteve presente em diversos projetos de Pixinguinha, incluindo a Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, a Orquestra dos Batutas, o Grupo da Guarda Velha e os Diabos do Céu.
Como compositor, Bonfiglio é autor de clássicos do choro, como Flamengo, Amor não se compra e Alzira, esta última uma homenagem a uma prima de Pixinguinha. Seu legado na música brasileira, especialmente no choro, perdura até hoje, sendo suas composições amplamente tocadas nas rodas de choro em todo o país.
Benedito de França Cipolli nasceu em 1896, em Guaratinguetá, São Paulo. Era filho de Benedita de Meirelles França Cipolli, conhecida como Mimi, e de Américo Cipolli, um imigrante italiano. Desde cedo, manifestou uma musicalidade precoce, que despertou preocupação em sua família. Aos oito anos, Cipolli desaparecia todas as manhãs para frequentar aulas de teoria musical, flauta e flautim na residência do maestro Tonico Eulálio, responsável pela Banda Beneficente da cidade.
Em 1914, aos 18 anos, formou-se como professor pela antiga Escola Normal de Guaratinguetá e passou a integrar o quadro docente, lecionando na área de modelagem artística. Além de sua atuação como educador, Cipolli também se destacou em projetos de prática de engenharia, contribuindo para a instalação de usinas, como a fazenda de café do Cerro Alto, em Lorena, e para outros trabalhos na área.
Além de sua habilidade na flauta, Cipolli dominava o violão e possuía vasto conhecimento musical, o que o tornava referência para músicos locais. Um dos jovens que procuraram sua orientação foi Dilermando Reis.
Benedito de França Cipolli também foi compositor e retratou em suas músicas as mudanças sociais e políticas de Guaratinguetá. Suas obras incluem Primavera (valsa), Saci Pererê (choro), Descendo a Serra (valsa) e Flor de Outono (valsa). Em 1954 venceu um concurso de flauta patrocinado pelas Emissoras Associadas Tupi de São Paulo, classificando-se em primeiro.
Benedito de França Cipolli faleceu em 12 de junho de 1956, quando se preparava para tocar a novena de Santo Antônio. Sentindo dores no peito, descansou sua flauta sobre um móvel da sala, recostou-se em sua cama e faleceu tranquilamente. Seu legado permanece vivo, com contribuições marcantes para a música, a educação e a cultura de Guaratinguetá e do Brasil.
Elizabeth Marino, conhecida como Betina Marino, nasceu em 4 de outubro de 1899, em Guaratinguetá, São Paulo, e tornou-se uma destacada educadora e poetisa. Filha do imigrante italiano Salvador Marino e de Maria Magdalena de Jesus, Betina cursou o ensino primário no Grupo Escolar Flamínio Lessa e, em 1916, ingressou na Escola Normal de Guaratinguetá, onde se formou em 1919.
Iniciou sua carreira no magistério em Paraibuna, posteriormente lecionando no Colégio Nossa Senhora do Carmo, em Guaratinguetá, onde ensinou Português, Psicologia e Sociologia. Desde a adolescência, Betina dedicou-se à escrita, com destaque para suas crônicas que retratavam a vida social de sua cidade natal. Católica fervorosa, participou ativamente de obras sociais e contribuiu com diversos jornais locais, como "O Eco".
Sua obra mais conhecida, Salto da vida, reúne crônicas e poesias que refletem sua profunda conexão com Guaratinguetá e com as tradições culturais locais. Ao longo de sua vida, Betina foi membro de várias instituições culturais, consolidando sua importância como figura literária regional.
Ela faleceu em 13 de dezembro de 1975, em Pouso Alegre, Minas Gerais, e está sepultada no cemitério da Irmandade do Senhor dos Passos, em Guaratinguetá.
Diomar Pereira da Rocha nasceu em 2 de junho de 1901, em Mogi das Cruzes. Formou-se na Escola Normal de Guaratinguetá em 1919 e, posteriormente, concluiu seus estudos na Faculdade de Direito da Universidade do Brasil. Iniciou sua trajetória profissional como professor, mas interrompeu temporariamente suas atividades para prestar serviço militar no 5º Regimento de Infantaria de Lorena. Retornou à docência como professor da Escola Complementar, anexo à Escola Normal de Guaratinguetá.
Após um período de estudos no Rio de Janeiro, voltou para Guaratinguetá como professor de História, consolidando sua atuação no ensino. Paralelamente, dedicou-se à vida política, tornando-se prefeito do município. Em sua gestão, destacou-se por ações voltadas à cultura e à educação, sendo responsável pela criação da biblioteca municipal “Pedro de Toledo”, posteriormente rebatizada com seu nome.
Além de sua atuação no executivo municipal, Diomar Pereira da Rocha teve papel ativo na política estadual e nacional. Foi fundador da Federação dos Voluntários, do Partido Constitucionalista e da União Democrática Nacional (UDN), contribuindo para o fortalecimento das instituições democráticas no Brasil. Seu legado permanece na memória de Guaratinguetá, especialmente por suas contribuições à educação e à política local.
José Brito Broca, renomado escritor e jornalista, nasceu em 6 de outubro de 1903, em Guaratinguetá, São Paulo, filho de André Broca e Benedita Marieta de Brito Broca. Formou-se professor pela Escola Normal de Guaratinguetá, hoje Escola Estadual Conselheiro Rodrigues Alves. Desde jovem, destacou-se como um crítico literário perspicaz, contribuindo para jornais locais, como o Correio Popular e O Farol, conhecido por sua oposição ao Comendador Rodrigues Alves, importante figura política da época.
Em 1927, após publicar críticas contundentes, Brito Broca sentiu-se forçado a deixar Guaratinguetá e mudou-se para São Paulo, onde iniciou sua carreira jornalística. Em 1937, transferiu-se para o Rio de Janeiro a convite do escritor Gilberto Amado, consolidando sua trajetória no cenário literário nacional.
Entre suas principais obras, destaca-se Memórias, um livro que retrata sua infância em Guaratinguetá. O pesquisador Francisco Sodero Toledo, em seu estudo "Decadência, medo e assombrações", analisa como Brito Broca reconstruiu a imagem de sua cidade natal, mesclando as características rurais e urbanas de Guaratinguetá no início do século XX.
José Brito Broca faleceu em 2 de agosto de 1961. Por muitos anos, Guaratinguetá celebrou a Semana Brito Broca em homenagem ao legado deste grande nome da literatura brasileira, embora o evento tenha deixado de ser realizado por motivos desconhecidos.
Em 12 de outubro de 1907, foi inaugurado o primeiro cinema programado em Guaratinguetá, cidade conhecida como "Atenas do Vale" devido à sua relevância na educação e cultura do Vale do Paraíba. Localizado na rua Monsenhor Filippo, o Parque Cinema marcou a história cultural da região, sendo um dos pioneiros a trazer a experiência do cinema para o interior de São Paulo, apenas 11 anos após a invenção dos irmãos Lumière na Europa.
Propriedade do empresário João Augusto de Souza Arantes, o Parque Cinema foi instalado em um amplo terreno que abrigava anteriormente uma fábrica de macarrão. Além do cinema, o local oferece uma vasta área verde com brinquedos infantis e jogos, funcionando como um espaço de lazer para toda a família. O cinema possuía um projeto francês e contava com uma orquestra própria, formada por músicos locais, enriquecendo a experiência das exibições cinematográficas.
As sessões ocorriam diariamente às 20h, com matinês aos domingos. O Cinema Parque tornou-se um marco na vida cultural de Guaratinguetá, mas encerrou suas atividades na década de 1930, deixando um legado como um dos primeiros espaços a consolidar o cinema como forma de entretenimento na cidade.
1Em 12 de outubro de 1907, foi inaugurado o primeiro cinema programado em Guaratinguetá, cidade conhecida como "Atenas do Vale" devido à sua relevância na educação e cultura do Vale do Paraíba. Localizado na rua Monsenhor Filippo, o Parque Cinema marcou a história cultural da região, sendo um dos pioneiros a trazer a experiência do cinema para o interior de São Paulo, apenas 11 anos após a invenção dos irmãos Lumière na Europa.
Propriedade do empresário João Augusto de Souza Arantes, o Parque Cinema foi instalado em um amplo terreno que abrigava anteriormente uma fábrica de macarrão. Além do cinema, o local oferece uma vasta área verde com brinquedos infantis e jogos, funcionando como um espaço de lazer para toda a família. O cinema possuía um projeto francês e contava com uma orquestra própria, formada por músicos locais, enriquecendo a experiência das exibições cinematográficas.
As sessões ocorriam diariamente às 20h, com matinês aos domingos. O Cinema Parque tornou-se um marco na vida cultural de Guaratinguetá, mas encerrou suas atividades na década de 1930, deixando um legado como um dos primeiros espaços a consolidar o cinema como forma de entretenimento na cidade.
Risoleta Antunes Marcondes, conhecida como d. Eta Antunes, nasceu em Lorena, São Paulo, no dia 16 de maio de 1907, filha de José Rodrigues Marcondes e Maria Augusta Rodrigues Alves Marcondes. Devido à saúde debilitada da mãe, foi criada inicialmente pela avó materna, Maria Eulália Marcondes, até retornar à casa dos pais aos oito anos de idade, em Guaratinguetá.
D. Eta concluiu o curso primário em Lorena e Guaratinguetá, prosseguindo com sua formação na Escola Normal. Casou-se em 8 de abril de 1926, dedicando-se à família, ao lar e ao estudo de piano e costura. Seus conhecimentos musicais permitiram que ensinasse e acompanhasse os filhos no aprendizado dessa arte.
D. Eta teve um papel de destaque na fundação de duas instituições assistenciais em Guaratinguetá: a Maternidade de Guaratinguetá (1937) e a Casa da Criança (1940), ao lado de Domingos Del Mônaco e Angelina Ranna Del Mônaco. Atuou na orientação e gerência geral dessas entidades, além de desempenhar funções de enfermeira e auxiliar de médico em operações, atendendo mulheres de todas as origens. As instituições ofereceram suporte médico tanto para parturientes com recursos quanto para as carentes, funcionando até 1972, quando foram fechadas por falta de financiamento.
Após o falecimento em 4 de março de 1974 de d. Eta, surgiu o "Encontro de Talentos e Arte Dona Eta", evento artístico-cultural realizado anualmente em maio, em Guaratinguetá, como homenagem a sua vida e legado. O evento é hoje o maior do gênero na cidade, celebrando sua memória por meio de uma programação cultural diversificada.
Risoleta Antunes Marcondes, conhecida como d. Eta Antunes, nasceu em Lorena, São Paulo, no dia 16 de maio de 1907, filha de José Rodrigues Marcondes e Maria Augusta Rodrigues Alves Marcondes. Devido à saúde debilitada da mãe, foi criada inicialmente pela avó materna, Maria Eulália Marcondes, até retornar à casa dos pais aos oito anos de idade, em Guaratinguetá.
D. Eta concluiu o curso primário em Lorena e Guaratinguetá, prosseguindo com sua formação na Escola Normal. Casou-se em 8 de abril de 1926, dedicando-se à família, ao lar e ao estudo de piano e costura. Seus conhecimentos musicais permitiram que ensinasse e acompanhasse os filhos no aprendizado dessa arte.
D. Eta teve um papel de destaque na fundação de duas instituições assistenciais em Guaratinguetá: a Maternidade de Guaratinguetá (1937) e a Casa da Criança (1940), ao lado de Domingos Del Mônaco e Angelina Ranna Del Mônaco. Atuou na orientação e gerência geral dessas entidades, além de desempenhar funções de enfermeira e auxiliar de médico em operações, atendendo mulheres de todas as origens. As instituições ofereceram suporte médico tanto para parturientes com recursos quanto para as carentes, funcionando até 1972, quando foram fechadas por falta de financiamento.
Após o falecimento em 4 de março de 1974 de d. Eta, surgiu o "Encontro de Talentos e Arte Dona Eta", evento artístico-cultural realizado anualmente em maio, em Guaratinguetá, como homenagem a sua vida e legado. O evento é hoje o maior do gênero na cidade, celebrando sua memória por meio de uma programação cultural diversificada.
Belmiro Cândido Dinamarco nasceu em Guaratinguetá, São Paulo, no dia 24 de julho de 1910. Filho de Belmiro Dinamarca Reis, professor da Escola Normal Conselheiro Rodrigues Alves, e de Maria Benedita Fernandes Dinamarco, também docente, cresceu em uma família de educadores. Viveu inicialmente na antiga Avenida do Pedregulho, hoje Avenida João Pessoa, e se mudou após casar-se com Maria Helena Araújo Rangel, com quem teve quatro filhos: Cândido, Décio, Reynaldo e Fábio.
Dinamarco estudou na Escola Normal Conselheiro Rodrigues Alves e graduou-se em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo (atualmente USP), no Largo de São Francisco, na turma de 1933. Iniciou carreira como advogado em Guaratinguetá, mas logo ingressou no Ministério Público de São Paulo, destacando-se como promotor público em diversas comarcas, incluindo Santos, Cunha, Orlândia, Pindamonhangaba e sua cidade natal. Promovido ao cargo de Procurador de Justiça, aposentou-se em São Paulo.
Entre 1964 e 1969, foi eleito prefeito de Guaratinguetá, destacando-se pela honestidade e eficiência administrativa. Durante sua gestão, realizou importantes obras, como a construção da biblioteca municipal, a modernização da rede de água e esgotos, e a edificação da rodoviária e do recinto de exposições da cidade. Apaixonado pela pecuária, também atuou como diretor da Associação Agropecuária de Guaratinguetá, promovendo melhorias ao setor.
Belmiro Dinamarco faleceu em 1996, deixando um legado marcado pela integridade e dedicação à sua cidade e ao serviço público.
A aviação em Guaratinguetá começou a ganhar destaque em 1912, quando Edu Chaves realizou o primeiro voo interestadual no Brasil, conectando São Paulo, Guaratinguetá e Mangaratiba. Durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1942 e 1945, o território onde hoje está localizada a Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) serviu como campo de aprisionamento, abrigando prisioneiros de guerra, incluindo tripulantes do navio alemão Windhuk, que havia atracado no Brasil em 1939. Em 1950, Guaratinguetá consolidou-se como polo da aviação com a instalação da EEAR, que ocupa as terras da antiga Escola Prática de Agricultura. A EEAR é responsável pela formação e aperfeiçoamento dos graduados da Força Aérea Brasileira, desempenhando um papel estratégico na formação de profissionais de aviação no país.
A Companhia Fiação e Tecidos de Guaratinguetá, fundada em 1º de maio de 1912 pelos irmãos Coronel Virgílio, Comendador Antônio e Benedito Rodrigues Alves, foi um marco na industrialização da cidade, especialmente no setor têxtil. A criação da fábrica impulsionou a economia local, gerando empregos e atraindo imigrantes qualificados.
Em 1918, a diretoria original renunciou, resultando em uma reestruturação que culminou com a nomeação de Piero Roversi como presidente, Benedito Rodrigues Alves como vice, e outros membros importantes, como Augusto Schmuziger e Pietro Cappio. A fábrica passou por diversos desafios ao longo das décadas, mas em 1974, foi vendida ao Grupo Matarazzo em uma negociação mediada pelo Comendador Giampaolo Bonora. Através de uma cuidadosa administração, Bonora conseguiu restaurar a confiança de fornecedores e operários, assegurando a sobrevivência da fábrica e consolidando seu papel na economia da cidade de Guaratinguetá.
Em 7 de maio de 1912, nasceu Euryclides de Jesus Zerbini, em Guaratinguetá, São Paulo. Filho de Eugênio Zerbini e Ernestina Teani Zerbini, ele se destacou como um dos maiores cirurgiões cardiovasculares do Brasil e do mundo. Formou-se em medicina pela Universidade de São Paulo (USP), onde se especializou em cirurgia geral e torácica.
Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, serviu como acadêmico voluntário no setor de Paraibuna. Casou-se com a Dra. Dirce Costa Zerbini, com quem teve três filhos: Roberto, Eduardo e Ricardo Costa Zerbini.
Zerbini fez história ao realizar o primeiro transplante de coração na América Latina, em 26 de maio de 1968, um marco que o colocou ao lado de grandes nomes da medicina mundial. Fundou o Instituto do Coração (InCor), que se tornou um dos maiores centros de referência em cardiologia.
Euryclides de Jesus Zerbini faleceu em 23 de outubro de 1993, deixando um legado inestimável na área da medicina, especialmente na cirurgia cardíaca.
André Broca Filho nasceu em 11 de abril de 1912, em Guaratinguetá, São Paulo, e destacou-se como uma figura relevante na política paulista e nacional. Atuando inicialmente como Prefeito de Guaratinguetá entre 1947 e 1951 pelo Partido Social Progressista (PSP), Broca consolidou sua carreira pública e em seguida foi eleito Deputado Estadual de São Paulo, exercendo o mandato de 1951 a 1955. Sua trajetória na Câmara dos Deputados foi marcada por múltiplas atuações como suplente, com presença em diferentes períodos da legislatura de 1959 a 1963. Broca Filho foi eleito Deputado Federal para o mandato de 1963 a 1967, durante o qual se licenciou para assumir a Secretaria do Estado de São Paulo, de 25 de março a 15 de junho de 1966. Reeleito para a legislatura de 1967 a 1971, também se ausentou temporariamente para participar da campanha eleitoral nos períodos de junho e julho de 1970.
A trajetória de Broca Filho reflete um compromisso constante com a vida pública e com o desenvolvimento regional, especialmente na sua cidade natal, Guaratinguetá. Atuou com dinamismo em cargos executivos e legislativos, sempre pautado pela valorização dos interesses paulistas e pela contribuição ao cenário político do Brasil. Faleceu em 26 de junho de 1995, deixando um legado marcado pelo engajamento cívico e pela dedicação ao serviço público.
Francisco de Assis Barbosa, nascido em Guaratinguetá, São Paulo, em 21 de janeiro de 1914, foi um dos mais importantes intelectuais do Brasil. Membro da Academia Brasileira de Letras, eleito em 19 de novembro de 1970 para a Cadeira 13, sucedendo Augusto Meyer, destacou-se como jornalista, biógrafo, advogado e pesquisador.
Barbosa foi fundamental para a preservação da memória literária brasileira, especialmente por seu trabalho sobre Lima Barreto. Publicou a biografia A vida de Lima Barreto e organizou, em colaboração com Antonio Houaiss e M. Cavalcanti Proença, as Obras completas do escritor. Além disso, escreveu Retratos de família, um registro cultural dos grandes nomes da literatura e da política brasileiras, e a biografia de Juscelino Kubitschek, que analisou a política do ex-presidente.
Sua carreira jornalística começou em 1934, quando passou a colaborar com diversos jornais e revistas do Rio de Janeiro, como A Noite, Correio da Manhã e Última Hora. Paralelamente, atuou em várias áreas, incluindo a educação e o direito. Foi inspetor federal em instituições de ensino e técnico no Instituto Nacional do Livro, além de advogado e delegado de polícia.
Barbosa também exerceu importantes funções no governo, como chefe do serviço de documentação da Presidência da República durante o governo Juscelino Kubitschek. Ocupou cargos de destaque em entidades culturais, como a Fundação Padre Anchieta e a Fundação Casa de Rui Barbosa, e contribuiu significativamente para o sistema arquivístico do Estado de São Paulo.
Faleceu em 8 de dezembro de 1991, no Rio de Janeiro, deixando um legado profundo para a cultura e a memória literária do Brasil.
A linha de bonde elétrico interligando Guaratinguetá e Aparecida foi concluída em 7 de março de 1914, marcando um avanço significativo no transporte e na conectividade regional. Uma iniciativa partiu da Companhia Luz e Força de Guaratinguetá, que, em 1911, iniciou a construção de uma linha para facilitar o deslocamento entre as duas cidades vizinhas, chamadas popularmente de "Guará" e "Apare". A linha foi parcialmente inaugurada em 8 de dezembro de 1913, mas sua rota completa até Aparecida só foi concluída meses depois.
Esse sistema de bondes substituiu uma linha de tração animal estabelecida pela Ferro-Carril de Guaratinguetá, que, desde o Natal de 1898, ligava a Praça Rodrigues Alves, no centro da cidade, ao bairro Pedregulho, acompanhando o curso do Rio Paraíba do Sul. A eletrificação dos bondes marcou uma nova era, tornando o transporte mais eficiente e rápido, essencial tanto para os moradores quanto para os peregrinos que visitavam Aparecida.
Apesar do impacto positivo, em 1957 o sistema de bondes elétricos foi desativado, encerrando um importante capítulo da mobilidade local. A linha de vínculo entre Guaratinguetá e Aparecida permanece na memória regional como símbolo do progresso e da união entre as cidades, que viveram um período de grande dinamismo com essa conexão.
A linha de bonde elétrico interligando Guaratinguetá e Aparecida foi concluída em 7 de março de 1914, marcando um avanço significativo no transporte e na conectividade regional. A iniciativa partiu da Companhia Luz e Força de Guaratinguetá, que, em 1911, iniciou a construção de uma linha para facilitar o deslocamento entre as duas cidades vizinhas, chamadas popularmente de "Guará" e "Apare". A linha foi parcialmente inaugurada em 8 de dezembro de 1913, mas sua rota completa até Aparecida só foi concluída meses depois.
Esse sistema de bondes substituiu uma linha de tração animal estabelecida pela Ferro-Carril de Guaratinguetá, que, desde o Natal de 1898, ligava a Praça Rodrigues Alves, no centro da cidade, ao bairro Pedregulho, acompanhando o curso do Rio Paraíba do Sul. A eletrificação dos bondes marcou uma nova era, tornando o transporte mais eficiente e rápido, essencial tanto para os moradores quanto para os peregrinos que visitavam Aparecida.
Apesar do impacto positivo, em 1957 o sistema de bondes elétricos foi desativado, encerrando um importante capítulo da mobilidade local. A linha de bonde entre Guaratinguetá e Aparecida permanece na memória regional como símbolo do progresso e da união entre as cidades, que viveram um período de grande dinamismo com essa conexão.
José Geraldo Rodrigues de Alckmin foi um destacado jurista brasileiro e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) . Nasceu em 4 de abril de 1915 , em Guaratinguetá, São Paulo , filho de André Rodrigues de Alckmin e Ida Rodrigues de Alckmin .
Cursou o ensino normal na Escola Normal de Guaratinguetá (atual Instituto de Educação Conselheiro Rodrigues Alves) e o ensino secundário no Ginásio de São Joaquim , em Lorena, e no Ginásio Nogueira da Gama , em sua cidade natal. Formou-se bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) em 1937 .
Ingressou na magistratura do Estado de São Paulo em 1940 , após aprovação em concurso, sendo nomeado Juiz Substituto da Seção Judiciária de Mogi-Mirim . Sua trajetória culminou na nomeação como Ministro do STF em 3 de outubro de 1972 , por decreto do presidente Emílio Garrastazu Médici , assumindo a vaga deixada por Moacyr Amaral Santos .
Além de sua atuação no STF, foi Juiz do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , ocupando os cargos de Substituto (1973), Efetivo (1975), Vice-Presidente (1975-1977) e Presidente (1977-1978) .
José Geraldo Rodrigues de Alckmin faleceu em 6 de novembro de 1978 , enquanto exercia a presidência do TSE, em Brasília , sendo sepultado em Guaratinguetá . O STF prestou homenagem póstuma, destacando sua contribuição ao Judiciário brasileiro.
Dilermando dos Santos Reis, um dos mais importantes violonistas do Brasil, nasceu em Guaratinguetá, São Paulo, em 22 de setembro de 1916. Filho de Francisco Reis e Benedita dos Santos Reis, Dilermando foi o terceiro de 15 filhos e iniciou seus estudos musicais sob a orientação de seu pai. Aos 15 anos, seu talento chamou a atenção do renomado violonista Levino da Conceição, que se tornou seu mentor e o ajudou a aprimorar suas técnicas.
Em 1933, Dilermando mudou-se para o Rio de Janeiro, onde deu aulas de violão em lojas de instrumentos e passou a se apresentar em rádios. Em 1940, liderou uma orquestra de violões na Rádio Clube do Brasil, e em 1956 ganhou seu próprio programa na Rádio Nacional, solidificando sua carreira no cenário musical.
Ao longo de sua trajetória, Dilermando gravou cerca de 35 discos de 78 rpm e 25 LPs, com interpretações memoráveis de peças como "Sons de Carrilhões" e "Abismo de Rosas". Compositor, arranjador e professor, deixou um legado duradouro na música brasileira, influenciando gerações de músicos e amantes do violão. Faleceu em 1º de fevereiro de 1977, no Rio de Janeiro, mas sua contribuição ao violão brasileiro permanece viva.
A pintura Cinco moças de Guaratinguetá, criada em 1918 pelo artista modernista Di Cavalcanti, é uma das obras mais emblemáticas do acervo do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Inspirada pela atmosfera dos encontros modernistas no circo de Abelardo Pinto, conhecido como Palhaço Piolin, a obra retrata cinco figuras femininas que remetem à esposa e às quatro filhas do pintor, carregando também uma forte ligação com a cidade de Guaratinguetá, São Paulo.
Segundo relatos de Ariel Garcia Sebastião Carvalho Filho, neto do circense José Ramos Neto e membro do grupo de preservação de memória "Fatos e Fotos de Guará Antiga", a obra também traz uma curiosa lenda local. A história menciona uma jovem de Guaratinguetá, célebre por sua beleza e por ser vista constantemente à janela, chamando a atenção dos moradores e dos rapazes da cidade. Em 1918, quando o circo de Piolin passou pela região, a jovem teria fugido com ele, tornando-se parte de uma narrativa de fascinação e liberdade que teria inspirado Di Cavalcanti.
A pintura não apenas exalta a beleza feminina, mas também registra um fragmento de história e cultura popular do interior paulista, reforçando as conexões entre o universo urbano e rural. Cinco moças de Guaratinguetá continua sendo uma obra de grande simbolismo cultural e social.
Fundado em 1880 pelo Professor Lamartine Delamare Nogueira da Gama, o Colégio Nogueira da Gama iniciou suas atividades em São Paulo como Colégio Delamare, sendo em 1889 equiparado ao Ginásio Nacional e renomeado Ginásio Nogueira da Gama pelo Decreto 3.518. A instituição, reconhecida pela qualidade de ensino, mudou-se em 1893 para Jacareí e, em 1920, estabeleceu-se em Guaratinguetá, consolidando-se como uma das melhores escolas do estado de São Paulo. Com uma estrutura completa, oferecia desde ensino primário e secundário até cursos preparatórios e a Escola Técnica de Comércio "Antonio Rodrigues Alves".
Para assegurar a continuidade do colégio, ex-alunos e professores criaram em 1957 a Organização Guará de Ensino Limitada. Na década de 1970, novas instalações foram inauguradas, marcando uma fase de expansão. Em 1973, o colégio lançou a Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas, e, em 1974, a Faculdade de Educação, ampliando sua atuação no ensino superior.
Ao longo dos anos, novos cursos foram incorporados, incluindo o de Ciências Contábeis em 1984, além de programas de pós-graduação a partir de 1989. Com foco na modernização e excelência, o Colégio Nogueira da Gama continua a buscar a formação de profissionais preparados para os desafios da sociedade, preservando seus ideais de ensino e empenho contínuo na educação.
A Casa do Puríssimo Coração de Maria foi fundada em 1º de março de 1923 pelo Monsenhor João Filippo no bairro do Pedregulho, em Guaratinguetá, São Paulo. A instituição, sob os cuidados das Irmãs Filhas de Maria Auxiliadora, tem como missão promover o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos. Por meio de uma abordagem educativa e social, a Casa oferece atividades variadas, incluindo esportes, oficinas culturais e recreativas, visando ao fortalecimento das habilidades pessoais e das relações sociais dos jovens atendidos.
Além de proporcionar educação complementar, a Casa busca fortalecer vínculos familiares e comunitários, promovendo um ambiente de apoio e integração. Com isso, desempenha um papel crucial na formação de cidadãos conscientes e socialmente engajados. Ao longo dos anos, a Casa do Puríssimo Coração de Maria consolidou-se como um espaço de acolhimento e crescimento, onde jovens têm a oportunidade de desenvolver valores como respeito, responsabilidade e solidariedade.
Este projeto, idealizado por Monsenhor João Filippo, permanece até hoje como um importante referencial de assistência e inclusão social, contribuindo para o bem-estar e o desenvolvimento da comunidade de Guaratinguetá.
A Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, instalada em 1924 no pátio da Casa do Puríssimo Coração de Maria, é uma das Sete Maravilhas de Guaratinguetá e um importante ponto do circuito religioso do Vale do Paraíba. Construída por iniciativa de Monsenhor João Filippo, devoto da santa, a gruta foi inspirada no local das aparições de Nossa Senhora de Lourdes, na França.
Para fortalecer essa ligação espiritual, o sacerdote foi até à França e trouxe pedras do santuário original, que foram colocadas em um reservatório aos pés da imagem da santa, por onde passa a água das bicas. O monsenhor pediu que Nossa Senhora de Lourdes abençoasse essa água, assim como abençoava a fonte milagrosa de Lourdes, e que realizasse todas as mesmas graças e curas.
Localizada ao lado do Memorial Filhas de Maria Auxiliadora, a gruta recebe diariamente fiéis e turistas religiosos, tornando-se um símbolo de fé e devoção em Guaratinguetá.
Francisco Augusto da Costa Braga foi um educador de destaque no Vale do Paraíba , reconhecido como um verdadeiro Educador Bandeirante . Nasceu em 10 de maio de 1869 , na cidade de Areias, São Paulo , e diplomou-se pela Escola Normal da Capital em 1888 . Iniciou sua carreira no magistério em 12 de abril de 1889 , lecionando em sua cidade natal.
Ao longo de sua trajetória, passou por diversas cidades do interior paulista, passando por Jacareí, Caçapava, Pindamonhangaba e Lorena . Em 1896 , foi nomeado Inspetor Distrital e, em 1898 , tornou-se auxiliar do Diretor do Grupo Escolar Flamínio Lessa , em Guaratinguetá . Em 1900 , assumiu a Direção do Grupo Escolar de Jacareí e, posteriormente, lecionou Geografia no Ginásio Nogueira da Gama , também em Jacareí.
Em 1910 , foi transferido para Lorena , onde apareceu por 11 anos como Diretor do Grupo Escolar Gabriel Prestes . Em 1921 , retornou a Guaratinguetá para dirigir novamente o Grupo Escolar Flamínio Lessa . Com a fundação do Ginásio Nogueira da Gama em Guaratinguetá, tornou-se seu Vice-Diretor , cargo que ocupou até seu falecimento, em 15 de setembro de 1925 .
Sua dedicação à educação marcou gerações, consolidando seu legado como um dos grandes nomes do ensino no Vale do Paraíba .
A Irmandade Senhor dos Passos foi fundada em 11 de julho de 1868, na cidade de Guaratinguetá, São Paulo, com o objetivo de criar uma Santa Casa de Misericórdia para atender a população carente. A decisão foi tomada em reunião realizada na casa do Dr. José Martiniano de Oliveira Borges, e culminou na aquisição de uma propriedade pertencente ao Professor Francisco de Assis Oliveira, situada entre as atuais Ruas Rangel Pestana e Paissandu. Com o apoio de doações feitas por personalidades da época, teve início a construção do hospital.
A primeira mesa administrativa da Santa Casa foi presidida pelo Visconde de Guaratinguetá, tendo como tesoureiro o Comendador Manoel José Bittencourt. A oficialização da instituição ocorreu em 10 de maio de 1869, com seu registro junto à Secretaria do Governo do Estado de São Paulo. Em 1877, o futuro presidente da República, Dr. Francisco de Paula Rodrigues Alves, assumiu como provedor da Santa Casa.
Em 3 de março de 1900, a instituição passou a contar com a colaboração das irmãs Salesianas, responsáveis pelo cuidado dos pacientes e pelo serviço religioso, permanecendo na entidade até 1977. A Santa Casa de Misericórdia de Guaratinguetá tornou-se um marco na assistência hospitalar da região, consolidando-se como um importante centro de atendimento à saúde.
Dr. Élio Andrade Nogueira nasceu em 10 de março de 1930, em Pindamonhangaba, São Paulo, filho de Pedro Ramos Nogueira e Maria Apparecida Andrade. Reconhecido por sua trajetória política e administrativa, foi o primeiro prefeito do município de Potim, recém-emancipado de Guaratinguetá.
A emancipação oficial de Potim foi sancionada pelo governador de São Paulo, Luiz Antonio Fleury Filho, em 30 de dezembro de 1991, por meio da Lei nº 7.664/91. Durante o período de transição, Gilberto Alves Lino, último subprefeito de Potim, atuou como elo administrativo entre a Prefeitura de Guaratinguetá e a Comissão Emancipadora. Em 1º de janeiro de 1993, Élio Andrade Nogueira tomou posse como o primeiro prefeito eleito da história de Potim, iniciando sua gestão executiva, que se estendeu até 1996.
Além de seu papel político, Élio Andrade Nogueira foi uma figura influente na região, contribuindo para o desenvolvimento administrativo de Potim e deixando um legado de liderança. Ele faleceu em 30 de abril de 2007, aos 77 anos, em Aparecida, São Paulo.
Ernesto Sérgio Silva Quissak, mais conhecido como Quissak Jr., nasceu em 18 de setembro de 1935, em Guaratinguetá, São Paulo, e tornou-se um destacado artista e educador brasileiro. Filho de Ernesto Quissak, também renomado artista e educador no Vale do Paraíba, Quissak Jr. teve contato com o desenho desde cedo, recebendo as primeiras lições de arte de seu pai. Formado professor em 1954 pelo Instituto de Educação Conselheiro Rodrigues Alves, ele iniciou a carreira no magistério no ano seguinte, sendo efetivado em 1957 nas disciplinas de Desenho Geral e Pedagógico.
Quissak Jr. foi um pintor, desenhista e gravador reconhecido pela sua técnica e inovação, consolidando-se como um dos expoentes da nova geração de artistas brasileiros. Destacou-se nacionalmente na VIII Bienal de São Paulo, onde foi celebrado como uma revelação, e conquistou um dos principais prêmios da IX Bienal, posicionando-se entre os grandes nomes da arte moderna brasileira. Sua produção artística reflete um profundo conhecimento e domínio do desenho, expressando temas variados com um estilo autêntico e técnico.
Ao longo de sua vida, que se encerrou em 30 de janeiro de 2001, Quissak Jr. deixou um legado expressivo na arte e na educação, influenciando tanto o cenário cultural do Vale do Paraíba quanto o ensino artístico no Brasil. Sua trajetória é lembrada como exemplo de dedicação à arte e à formação de novas gerações, consolidando seu nome como referência no meio artístico e pedagógico.
A Rádio Clube de Guaratinguetá é a emissora mais antiga do Vale do Paraíba, sendo considerada "líder e tradicional" da região. Fundada em 13 de janeiro de 1940, sempre foi de propriedade particular. Atualmente, está localizado na Praça Conselheiro Rodrigues Alves, 182. Seu proprietário é o comendador Francisco Sannini, e a emissora já teve diversos diretores ao longo de sua história, estando atualmente sob a administração de José Luiz Sannini e José Mário de Oliveira.
Entre os profissionais que marcaram a trajetória da rádio, destaca-se Renê Pinheiro Chagas, considerado o locutor mais antigo da cidade e, possivelmente, da região. Nascido em Aparecida iniciou sua carreira em 1940, anunciando produtos em um serviço de alto-falante na praça principal de sua cidade natal. Foi conduzido à Rádio Clube de Guaratinguetá por Enos Carneiro, um dos fundadores da emissora, quando este ainda operava a partir do prédio do transmissor, na estrada Guaratinguetá-Aparecida. Com um salário inicial de "trinta mil réis", desempenhou diversas funções: apresentador de programas, locutor esportivo, rádio-ator, repórter e animador de quadrinhos.
Após anos na Rádio Clube, transferiu-se para a recém-inaugurada Rádio Aparecida e depois para a Rádio Liberdade, atual Rádio Piratininga, antes de retornar à Rádio Clube, onde consolidou sua carreira de mais de três décadas. Em 1948, trabalhou nas rádios Mairink Veiga e Tupi, no Rio de Janeiro, então capital federal. Além da rádio, apresentou, em 1965, o jornal AEG , em homenagem ao cinquentenário da Associação Esportiva de Guaratinguetá. Seu nome se mantém como símbolo do radialismo valeparaibano.
A Cooperativa de Laticínios de Guaratinguetá (CLG) foi fundada em 2 de abril de 1944 com o objetivo de reunir pecuaristas da região do Vale do Paraíba para fortalecer a produção e comercialização de laticínios. Criada por iniciativa dos produtores locais, a CLG promoveu, desde o início, a integração e o crescimento do setor leiteiro regional, proporcionando melhores condições para a produção e escoamento dos produtos.
Após quase cinquenta anos de operações e desenvolvimento, a CLG inaugurou a Usina Nova em 1993, ampliando sua capacidade de processamento e atendendo à crescente demanda por laticínios de qualidade. Em 2001, deu mais um passo estratégico ao adquirir a Cooperativa de Laticínios Serramar, o que aumentou significativamente seus recursos e potencial produtivo, expandindo sua influência e competitividade no mercado.
Ao longo das décadas, a CLG consolidou-se como uma referência em produtos lácteos, contribuindo não só para a economia local, mas também para a disseminação de práticas agrícolas e industriais avançadas no setor. A cooperativa é reconhecida pela qualidade de seus produtos e pela sua contribuição para o desenvolvimento socioeconômico do Vale do Paraíba, fortalecendo a sustentabilidade e o impacto positivo da pecuária leiteira na região.
Em 14 de março de 1946, foi inaugurado o Cine Urânio, então o maior e mais luxuoso cinema do Vale do Paraíba. Localizado no centro de Guaratinguetá, na antiga residência da família de Joaquim Vilela de Oliveira Marcondes, ex-prefeito municipal, o cinema situava-se na esquina da praça Conselheiro Rodrigues Alves com a rua São Francisco (hoje rua Riachuelo). Propriedade da empresa Marotta, o Cine Urânio foi projetado pelo engenheiro e arquiteto Vicente Del Mônaco, com uma capacidade impressionante de 1.500 lugares, oferecendo um ambiente sofisticado e moderno para o público.
A inauguração do cinema foi um marco cultural e social, destacada na primeira página do jornal Correio Paulista com a manchete “Inaugurado o maior cinema do Vale”. O Cine Urânio rapidamente se tornou um ponto de referência na cidade, servindo de palco não apenas para exibições cinematográficas, mas também para formaturas, concertos, incluindo apresentações da Orquestra Sinfônica Brasileira, shows e palestras. Sua relevância ia além do entretenimento, tornando-se um espaço de convivência e cultura na região.
Após quase quatro décadas de atividade, o Cine Urânio encerrou suas operações em 11 de março de 1984. Em 1986, o prédio foi demolido, cedendo espaço para um estabelecimento comercial, encerrando um importante capítulo cultural em Guaratinguetá.
Em 1947, José Armando Zollner Machado, jovem acadêmico de direito da Faculdade do Largo de São Francisco, idealizou a criação do Centro Estudantino de Guaratinguetá (CEG). Durante reuniões na Praça Conselheiro Rodrigues Alves, sob o icônico ipê amarelo e ao lado do coreto, Zollner propôs a formação de uma entidade que representasse os estudantes da cidade. Sua ideia foi rapidamente acolhida por seus colegas, e o grupo estabeleceu as diretrizes que deram origem ao CEG, um marco na história estudantil de Guaratinguetá.
O CEG desempenhou um papel central na vida social, cultural e esportiva da cidade. Suas diretorias, eleitas por aclamação ou votação direta, muitas vezes geraram disputas acirradas entre chapas concorrentes, movimentando a cidade com campanhas políticas, panfletos e discursos inflamados. Tal era a relevância da instituição que políticos locais frequentemente buscavam aproximação para tirar proveito de sua influência sobre os jovens.
No âmbito cultural, o CEG organizava peças teatrais, palestras e debates, além de publicar jornais estudantis como O Amigo da Onça, Zum Zum e O Águia. Na área esportiva, promovia competições em diversas modalidades, como futebol, vôlei, basquete e regatas. Os Jogos Estudantis da Primavera destacavam-se por integrar alunos de diferentes escolas e mobilizar grande parte da população. Os eventos sociais também eram grandiosos, com bailes realizados no Clube Literário e na SABAP, incluindo o tradicional baile do Dia do Estudante, em 11 de agosto, e a coroação da Rainha dos Estudantes.
O Centro Estudantino de Guaratinguetá não apenas fomentou o protagonismo juvenil, mas também se tornou um espaço de formação de lideranças. Porém, sua história foi interrompida pelo golpe militar de 1964, culminando na edição do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 1968, que restringiu liberdades democráticas e proibiu atividades estudantis fora do âmbito escolar. Sem poder realizar eleições, o CEG manteve-se ativo por algum tempo, mas acabou sendo desativado, e sua sede foi devolvida à Prefeitura.
Apesar de seu fim, o CEG deixou um legado indelével na história de Guaratinguetá, moldando líderes que se destacaram em diversas áreas e contribuindo para a identidade cultural e social da cidade. Como costumava dizer seu fundador, José Armando Zollner Machado: “O Centro Estudantino de Guaratinguetá é uma escola de líderes.”
Francisco José de Castro Fortes nasceu em Guaratinguetá, São Paulo, em 16 de abril de 1947. Jornalista, escritor e pesquisador, dedicou sua vida à cultura e à imprensa do Vale do Paraíba. Filho de João Agripino Fortes e Maria Inez de Castro Fortes, estudou no Instituto de Educação "Cons. Rodrigues Alves", no "Flamínio Lessa" e no Seminário Diocesano Santo Antônio, além de cursar Letras na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Taubaté. Atuou como jornalista em diversos veículos do Vale do Paraíba e de outros estados, sendo membro de instituições culturais como o Clube de Imprensa e Rádio do Vale do Paraíba (CIRVAP) e a Academia de Artes do Vale do Paraíba (AVALP).
Em 1967, fundou a Exposição de Jornais e Revistas de Guaratinguetá, que a partir de 1969 ganhou projeção internacional. Também especifica o "Arquivo da Imprensa" da cidade, preservando a memória jornalística regional. Seu primeiro livro, Trovas, Simplesmente (1971), teve prefácio do poeta Eno Theodoro Wanke, seguido de Trovas (1972). Fortes dedica-se à pesquisa histórica e à literatura, elaborando obras como Garças Brancas , Ferreira Júnior: Um nome, um símbolo e O primeiro jornal de Guaratinguetá . Como funcionário da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, contribuiu para a comunicação acadêmica. Seu legado se mantém na valorização da cultura e da história do Vale do Paraíba.
A Rádio Liberdade de Guaratinguetá, originalmente chamada de Sociedade Rádio Liberdade Ltda, foi fundada em 1951 e oficialmente inaugurada como Rádio Piratininga em 1952. Criada com a proposta de oferecer espaço para todas as correntes políticas, tornou-se um importante meio de comunicação no Vale do Paraíba. Sua independência editorial e compromisso com a população consolidaram sua contribuição e influência na região.
Ao longo de sua trajetória, a emissora se destacou pela qualidade dos serviços de informação, cultura, esporte e entretenimento. Seus estúdios localizavam-se na Praça Conselheiro Rodrigues Alves, 104, no 3º andar, sendo referência em jornalismo radiofônico. Em 1980, já consolidada como um dos principais veículos do Vale do Paraíba, a antiga Rádio Piratininga mantinha sua tradição de valorização da cultura regional, nacional e internacional.
A evolução da emissora baseada na criação da Rádio Máxima FM - 89,9, que preserva o legado da Super Rádio Piratininga de Guaratinguetá. Desde a sua fundação, a Rádio Liberdade tornou-se um patrimônio cultural e comunicacional da região, desempenhando papel essencial na difusão de informações e na preservação da identidade local.
O Centro de Saúde de Guaratinguetá foi fundado na Rua Tamandaré, tendo como médico-chefe o Dr. Caetano Caltabiano Coutinho. A instituição, mantida pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, desempenhava um papel essencial na saúde pública local, com a finalidade de realizar profilaxia geral e policiamento sanitário. Suas atividades foram voltadas para a prevenção e o controle de doenças, além de monitorar e promover condições.
Em 1946, como parte desse esforço, foi criado o Dispensário de Tuberculose de Guaratinguetá, com o médico-chefe Dr. Fernando do Amaral e Silva. O dispensário tinha como missão proteger a coletividade contra a tuberculose, uma das principais ameaças à saúde pública do período. Suas ações foram focadas no diagnóstico precoce da doença.
Os indivíduos notificados como portadores de tuberculose receberam assistência do Dispensário, que os acompanhavam em seu tratamento, ou foram encaminhados para internação em hospitais sanatórios, locais especializados no cuidado de pacientes com a doença. Essa organização não tratava apenas os doentes, mas também orientava a população sobre prevenção e cuidados, reforçando a importância da saúde pública no combate às epidemias.
O Centro de Saúde de Guaratinguetá, juntamente com o Dispensário de Tuberculose, representou um marco significativo na história da saúde do município, evidenciando o compromisso das autoridades e profissionais de saúde com a promoção do bem-estar coletivo. Suas ações preventivas e educativas marcaram uma nova era no enfrentamento de doenças na região, contribuindo para a melhoria da saúde de vida.
A Guarda Mirim de Guaratinguetá (GMG) foi fundada em 31 de março de 1965 com o objetivo de proporcionar a adolescentes e jovens uma ocupação orientada, visando à sua formação socioeducacional e acompanhamento integral. Inicialmente voltada apenas para o público masculino, a instituição ajustou-se ao longo dos anos para incluir adolescentes de ambos os gêneros, adaptando-se às novas legislações e ampliando seu papel na formação humana, social, profissional e ética de seus atendidos.
Respaldada por leis do Sistema de Garantia de Direitos (SGD) e orientada pela Política de Assistência Social, a GMG oferece programas como o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), o Projeto de Formação para o Mundo do Trabalho (FMT) e o Programa de Aprendizagem. Essas iniciativas, desenvolvidas em parceria com as famílias, escolas e a comunidade, promovem uma Educação Integrada, buscando preparar os jovens para o desenvolvimento pessoal e a inserção no mercado de trabalho.
Com esse enfoque multidimensional, a GMG tem sido fundamental no fortalecimento dos vínculos familiares e sociais dos jovens, promovendo valores como responsabilidade, disciplina e cidadania. Seu trabalho, que vai além da capacitação profissional, busca formar cidadãos conscientes e ativos na comunidade, contribuindo para o bem-estar social de Guaratinguetá.
O Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite, popularmente chamado de Ninho da Garça, foi inaugurado em 7 de setembro de 1965, na cidade de Guaratinguetá, São Paulo. A partida inaugural foi disputada entre a Associação Esportiva Guaratinguetá e o Esporte Clube Taubaté, que terminou em empate por 0x0. O estádio possui dimensões de 105 x 68 metros e capacidade para 10.000 espectadores, sendo um importante palco esportivo para competições municipais, estaduais e nacionais de futebol.
Desde sua inauguração, o estádio se consolidou como símbolo do esporte na região, recebendo eventos marcantes ao longo das décadas. Entre os destaques, está sua participação como sede do Grupo 13 da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2023, reafirmando sua relevância no cenário esportivo brasileiro. Além disso, é frequentemente utilizado por equipes locais, reforçando seu papel na promoção do esporte e na integração da comunidade.
O Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite, popularmente chamado de Ninho da Garça, foi inaugurado em 7 de setembro de 1965, na cidade de Guaratinguetá, São Paulo. A partida inaugural foi disputada entre a Associação Esportiva Guaratinguetá e o Esporte Clube Taubaté, que terminou em empate por 0x0. O estádio possui dimensões de 105 x 68 metros e capacidade para 10.000 espectadores, sendo um importante palco esportivo para competições municipais, estaduais e nacionais de futebol.
Desde sua inauguração, o estádio se consolidou como símbolo do esporte na região, recebendo eventos marcantes ao longo das décadas. Entre os destaques, está sua participação como sede do Grupo 13 da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2023, reafirmando sua relevância no cenário esportivo brasileiro. Além disso, é frequentemente utilizado por equipes locais, reforçando seu papel na promoção do esporte e na integração da comunidade.
Os Bonecos Cobiçados, uma das mais emblemáticas escolas de samba de Guaratinguetá, teve origem em 1957 como um "bloco de sujos", liderado por Chico da Julia, Toninho da Tininha, Normando, Avelino, José Lopes e outros jovens. Utilizando instrumentos improvisados feitos de carburador, latas e objetos diversos, o grupo, vestido com fantasias de criação própria, desfilou pela Praça Conselheiro Rodrigues Alves, encantando o público presente. Nesse ano, recebeu a "Taça do Mendigo", entregue pelo então Presidente de Carnaval da cidade.
A excitação gerada pelo reconhecimento motivou o grupo a transformar o bloco em uma escola de samba no ano seguinte. Sob a presidência de Chico da Julia, escolhido na primeira reunião, o nome "Bonecos Cobiçados" foi adotado, inspirado na música "Boneca Cobiçada". Em 1972, a escola oficializou sua fundação, estabelecendo estatuto, emblema, núcleos padronizados e registro na Associação das Escolas de Samba de Guaratinguetá.
Os Bonecos Cobiçados rapidamente se destacaram, alcançando o vice-campeonato em 1973. No ano seguinte, mesmo enfrentando um forte temporal durante sua apresentação, conquistou seu primeiro título de campeã do Carnaval de Guaratinguetá, consolidando-se como uma das principais escolas da cidade.
A Unidos da Tamandaré, tradicional escola de samba de Guaratinguetá, foi criada em 1967 a partir da união de integrantes de um time de futebol local e foliões do Bloco “Pouca Roupa”. Entre os fundadores destacam-se Zé do Bar, Lê, Chico Abrange, Nino, Homero e Geraldinho Moreira, que juntos deram origem ao “Bloco Carnavalesco da Rua da Tamandaré”.
Em 1970, o bloco transformou-se na Escola de Samba Unidos da Tamandaré, que desfilou pela primeira vez no Carnaval, conquistando o troféu no quesito “Conjunto Fantasia”. A partir de 1974, sob a influência do jovem carnavalesco José Moacyr, a escola passou por uma reestruturação significativa, marcando o início de uma era de conquistas. Durante as décadas de 1970 e 1980, a Unidos da Tamandaré acumulou diversos títulos e consolidou-se como uma das principais agremiações carnavalescas de Guaratinguetá.
Na década de 2010, a escola elevou ainda mais seu prestígio, contando com grandes nomes do Carnaval nacional, como os intérpretes Tinga e Quinho. Além disso, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Julinho e Ruth, e a atriz e rainha de bateria Viviane Araújo, também abrilhantaram os desfiles da Unidos da Tamandaré, reforçando sua relevância no cenário carnavalesco.
A Acadêmicos do Campo do Galvão, tradicional escola de samba de Guaratinguetá, foi fundada em 1974, a partir de uma conversa no Bar do Beni, localizada na Rua Padre Inácio, n° 20, no bairro Campo do Galvão. A ideia surgiu em uma quarta-feira de cinzas, quando os amigos Caiá, Toninho Casca, Lilico e Norberto, refletindo sobre o Carnaval recém-finalizado, decidiram criar uma nova agregação representativa do bairro.
O projeto envolveu a mobilização de diversos moradores, e a fundação oficial ocorreu em outra reunião no mesmo local, contando com mais de 30 participantes. Entre as várias sugestões para o nome da escola, como "Unidos do Campo do Galvão", "Império do Campo do Galvão" e "Acadêmicos do Samba", o nome "Acadêmicos do Campo do Galvão" foi o escolhido.
O samba-hino da escola foi composto em 1974 por Paulo Mendes Brasil, conhecido como Paulo Beija Flor. Originalmente, tratava-se de um samba-enredo criado para o Carnaval de 1975, mas, apesar de não estar relacionado ao enredo "Saudação à Bahia", sua recepção entre os componentes foi tão positiva que a composição foi imposta como o hino oficial da agremiação, marcando seu início com uma identidade musical única.
A Mocidade Alegre, tradicional escola de samba de Guaratinguetá, foi fundada em 1974 e é reconhecida por sua história marcante no Carnaval da cidade. Ao longo da sua trajetória, conquistou três títulos oficiais, em 1992, 2019 e 2020, consolidando-se como uma das principais agremiações do município. Entre 2002 e 2006, a escola se destacou com cinco quintas colocações consecutivas no Carnaval, além de alcançar a sexta posição em 2007 e 2008.
A trajetória da Mocidade sofreu devido a eventos adversos. Em 2009, uma enchente invadiu seu barracão, impossibilitando sua participação nos desfiles daquele ano. No ano seguinte, a cidade foi uma devastadora enchente que levou ao cancelamento do Carnaval, impactando todas as escolas de samba, inclusive a Mocidade Alegre.
O retorno aos desfiles ocorridos em 2011, sob a presidência de Maurílio Monteiro, com o enredo "Na festa do carnaval, viemos mostrar a Brasilidade de um Povo Multicultural". Apesar da dedicação, a escola ficou em sexto lugar pela OESG (Organização das Escolas de Samba de Guaratinguetá). Curiosamente, o samba-enredo apresentado havia sido escolhido em 2009 e constava no CD oficial daquele ano, tornando-se o hino da agremiação por três carnavais consecutivos devido ao hiato nas apresentações.
A Casa Betânia, fundada em 1976, está localizada no bairro COHAB – Bandeirantes, na cidade de Guaratinguetá, São Paulo. Esta instituição tem como objetivo central o desenvolvimento de atividades educativas que promovam o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. Sua atuação é voltada principalmente para crianças e adolescentes, com idades entre 6 e 18 anos, oferecendo um espaço de convivência e aprendizado.
Para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos, a Casa Betânia realiza atividades esportivas, culturais, lúdicas e recreativas, proporcionando momentos de integração e desenvolvimento socioeducativo. Já para os adolescentes de 15 a 18 anos, o foco é o Projeto de Orientação e Preparação para o Mundo do Trabalho, que visa capacitá-los para ingressarem no mercado profissional com habilidades e conhecimentos necessários.
Atualmente, a instituição atende cerca de 100 crianças e adolescentes em suas atividades socioeducativas e mais 60 adolescentes no projeto de preparação para o trabalho, reforçando seu papel como um importante agente de transformação social na comunidade.
A Casa Betânia, fundada em 1976, está localizada no bairro COHAB – Bandeirantes, na cidade de Guaratinguetá, São Paulo. Esta instituição tem como objetivo central o desenvolvimento de atividades educativas que promovam o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. Sua atuação é voltada principalmente para crianças e adolescentes, com idades entre 6 e 18 anos, oferecendo um espaço de convivência e aprendizado.
Para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos, a Casa Betânia realiza atividades esportivas, culturais, lúdicas e recreativas, proporcionando momentos de integração e desenvolvimento socioeducativo. Já para os adolescentes de 15 a 18 anos, o foco é o Projeto de Orientação e Preparação para o Mundo do Trabalho, que visa capacitá-los para ingressarem no mercado profissional com habilidades e conhecimentos necessários.
Atualmente, a instituição atende cerca de 100 crianças e adolescentes em suas atividades socioeducativas e mais 60 adolescentes no projeto de preparação para o trabalho, reforçando seu papel como um importante agente de transformação social na comunidade.
O Guaratinguetá Futebol Ltda., conhecido popularmente como "Guará", foi fundado em 1º de outubro de 1998 na cidade de Guaratinguetá, São Paulo, originalmente sob o nome de Guaratinguetá Esporte Clube. Criado com o apoio da CSR Futebol e Marketing, empresa dos ex-jogadores Rivaldo e César Sampaio, o clube buscava representar a cidade no cenário do futebol paulista. Sua primeira participação profissional ocorreu em 2000, quando disputou a extinta Quinta Divisão do Campeonato Paulista, encerrando em quinto lugar sem conseguir o acesso desejado.
Em sua trajetória, o Guaratinguetá passou por mudanças significativas, sendo rebatizado como Guaratinguetá Futebol Ltda. e experimentando um momento de expansão ao transferir sua sede para Americana, São Paulo, em 2011, onde passou a se chamar Americana Futebol. Contudo, a mudança foi temporária, e, em 28 de novembro de 2011, o clube anunciou seu retorno definitivo para Guaratinguetá, reafirmando sua conexão com os torcedores locais e suas raízes.
Apesar de estar atualmente licenciado de competições oficiais, o Guaratinguetá Futebol Ltda. deixou um marco no futebol regional, sendo um símbolo de identidade esportiva para a cidade e a região do Vale do Paraíba. Sua história reflete os desafios e as transformações comuns aos clubes de futebol do interior brasileiro, que lutam para se manter ativos no cenário competitivo estadual e nacional.
José Armando Zollner Machado foi um advogado, político e líder comunitário brasileiro, com atuação destacada na educação e no desenvolvimento municipal. Em 1947, enquanto estudante de Direito na tradicional Faculdade do Largo de São Francisco, idealizou a criação de uma entidade representativa dos estudantes de Guaratinguetá. A proposta foi apresentar a um grupo de amigos que se reuniria na Praça Conselheiro Rodrigues Alves, sob um majestoso ipê amarelo, ao lado do coreto em frente à Casa Milre. Com apoio imediato, foram formuladas as diretrizes e fundamentos do Centro Estudantino de Guaratinguetá, organização voltada para a defesa dos interesses estudantis.
No campo político, como deputado estadual, Zollner Machado foi autor da Lei Estadual nº 8.050, sancionada em 31 de dezembro de 1963, que criou o município de Roseira, desmembrando-o de Aparecida, promovendo sua autonomia administrativa. Além disso, foi prefeito de Guaratinguetá, onde teve uma gestão voltada ao desenvolvimento regional.
Em 5 de abril de 2001, foi inaugurado o Centro Educacional USEFAZ (União de Sistemas de Ensino Fazer Zollner Machado), reforçando seu compromisso com a educação. José Armando Zollner Machado faleceu em 24 de junho de 2017, deixando um legado de contribuição para a política, a educação e o progresso de sua região.
O Instituto Mestre Ponciano foi fundado em 23 de novembro de 2003 por Ponciano Carlos Santos de Almeida e Maria Cristina Bahia de Almeida com o objetivo de formalizar juridicamente os trabalhos e projetos de Capoeira Inclusiva e Adaptada desenvolvidos por Ponciano ao longo de décadas. Mestre Ponciano é capoeirista, pedagogo, técnico de ginástica artística e professor de educação física, enquanto Maria Cristina Bahia é mestre de capoeira, jornalista e gestora cultural.
A instituição representa iniciativas voltadas à inclusão e educação por meio da capoeira, atendendo grupos de idosos, quilombolas, autistas, indígenas, ribeirinhos e diversas comunidades . O Instituto Mestre Ponciano está vinculado à Capoeira Especial , entidade jurídica que há mais de duas décadas promove programas, projetos e parcerias para expandir a Capoeira Inclusiva .
Em 2021 , após 45 anos de atuação no Grupo Cordão de Ouro de Guaratinguetá , Mestre Ponciano consolidou sua identidade ao fundar o Grupo Biriba Berimbau – Capoeira de Guaratinguetá, SP , sob a direção de Mestre Cavalca e Mestre Morena Cristina Bahia . Seu trabalho faz parte do legado da Capoeira de Guaratinguetá , reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro .